Não consigo manter um blog por mais do que alguns meses, simplesmente porque
não consigo focar em nada por muito tempo. (Vai ver eu tenho TDAH e nem sei! Mas o mais provável é que seja preguiça mesmo.)
Não gosto de me sentir obrigada a fazer as coisas, ainda mais um blog, que é supostamente para me fazer sentir melhor. Criei este aqui para desabafar, chorar mágoas, rir de besteiras e o mais importante: REFLETIR.
Escrever me ajuda a organizar as idéias, a pensar melhor. É tipo uma penseira, só que manual. Não tenho dado tanta importância a este espaço, por causa do Twitter. Lá é tipo aqui, só que em 140 caracteres, fora que está sempre no meu bolso, então não tenho que esperar chegar em casa pra dizer que comi 12 pães de queijo. Posso fazer isso na hora, e ainda colocar uma foto anexada!
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| Ahh Instagram/Twitter! < 3 |
Fora que ninguém mais se importa em ler blogs. ~Ler é chato~, ou assim pregam as massas, que encontraram nos vlogs um melhor substituto à leitura. Mas eu JAMAIS farei um vlog, por um mar de razões, entre elas a minha total inabilidade com palavras faladas, fora baixa auto-estima e voz de monstro-robô. Definitivamente eu não sou material para a telinha, telona, ou qualquer tipo de tela, das de tubo às de LCD mais modernosas.
Me encontro numa fase bem legal da minha vida agora. Estou namorando, tenho um novo emprego legal, pena ser temporário. Ainda não me graduei em nada e ainda moro com os meus pais. Está começando a ficar vergonhoso, mas aos pouquinhos a gente chega lá.
Comigo tudo tem uma certa demora mesmo. Demorei a superar o falecido, e as vezes acho que não superei totalmente. É dificil confiar de novo quando uma pessoa que você devotou alguns anos da sua vida no final não fez nada além de sugar parte de você, sem dar nada em troca. Olhando para trás hoje, eu estava com um parasita venenoso atracado comigo, sugando tudo de bom que eu tinha, até não sobrar quase nada.
Me livrei de uma boa bem a tempo! Mas foi por pouco... Fico deprimida só de lembrar...
Um passo importante que dei, depois do período de "luto" foi cortar os cabelos. Sempre quis usá-los curtos, e esse foi apenas o início da minha mudança. Dizem que mulher nenhuma dá uma guinada na vida sem antes mudar os cabelos, e comigo não foi diferente.
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| Fui disso... (ignorem a garrafa fpvr) |
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| À isso. |
Radical né? E ajudou! Senti que poderia soltar faíscas pelos dedos se quisesse. Mas foi apenas um pequeno passo na direção da superação.
Ninguém sabe de verdade o quanto fiquei destruída, há apenas os que têm uma vaga e pálida idéia, mas isso porque está em mim não me expor pra ninguém. Não gosto de parecer vulnerável, e na verdade não me sinto confortável chorando no ombro de ninguém. Sou do tipo que sofre em silêncio, e é melhor assim, por mais que me digam o contrário. (Acredite, eu iria me sentir pior e nem conseguiria olhar a pessoa nos olhos depois.)
Primeiro passo para a reabilitação tomado, e eu queria conquistar o mundo!
De um modo bem depravado e devasso... Na opinião de alguns.
Meu segundo passo foi me jogar de cabeça na luxúria. A meu ver não fiz nada de mais, além de viver a minha vida. Não machuquei, roubei ou matei ninguém. Vivi uns anos bem intensos aqui. Não vou entrar em detalhes por motivos óbvios. Essa parte da minha vida, por mais importante e necessária que tenha sido, não diz respeito só a mim, e também não seria justo com outras pessoas com as quais eu me importo, e que não aguentariam saber de tudo sem se magoar. Não entendo, porém tento respeitar, por mais que me magoe que pense assim.
Mas novamente, sofro em silêncio, e dessa vez, tentando ser altruísta.
E ai foi a hora de mais uma mudança radical nas madeixas!
| Ta-da! |
Foi bom enquanto durou, me diverti bastante, fiz novas amizades. Mas até isso teve que acabar. Estava começando a me sentir vazia. Me dava uma sensação de estar andando em círculos, e de estar presa. e todos sabemos que odeio me sentir presa.
Parei com a farra...
E na mesma hora resolvi dar uma nova chance, de verdade, aos humanos da variedade masculina.
Até agora não me arrependi.. < 3
O quinto passo agora é diminuir a circunferência da minha cintura!
Alguns anos de big mac's e queijos quente duplos com nescau à noite não saíram impunes.
Não me lembro de ter sido/me achado magra alguma vez, mas há uns anos atrás eu podia usar minissaia e ficar razoavelmente gostosa, como ilustra a imagem abaixo:
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| Aquilo no copo é suco! Mas da variedade alcoólica. xP |
Só prova que mulher nunca está satisfeita mesmo com o corpo, porém divago...
Nunca liguei também em ser magra. Sempre achei que mulher gostosa tinha que ter curvas, e confesso que levei isso à sério demais, e agora possuo as curvas da roda de um BigFoot.
Novamente, sempre fui indiferente ao meu peso. Não digo que gostava (ou gosto) de ser gorda, só não me importava tanto. Comer era mais importante. Caralhos me fodam, eu ainda gosto de comer! Só que agora está me incomodando demais o fato de eu não conseguir achar uma roupa que fique minimamente aceitável, para os meus padrões, sair na rua sem parecer um balão!
E eu que, depois da fase adolescêntica do "all black" e das saias "Maria Mijona" até os tornozelos, descobri a graça de um vestido drapeado ROSA CHOQUE justíssimo, me ressinto amargamente agora de não ter uma única peça de roupa que não me faça parecer grávida ou portadora de um tumor cancerígeno gigantesco na região abdominal.
"Ahh Ninde, procura nas grifes ~plus size~! Tem coisas tão lindas!"
Procurei. E o que achei, tirando uma ou outra peça, me deixou horrorizada!
Fala sério cara, eu não curto esse visual "morcega" que dizem que tá na moda "plus size". Tem pano demais e pele de menos! Não está em mim me esconder embaixo de uma burca! Não mesmo!! E os biquinis! Meu deus cara, só "bandeirões"!! Me recuso a tapar a minha bunda inteira na praia, cara, mesmo que ela no momento mereça ser escondida debaixo de toda e qualquer cinta modeladora disponível no mercado!
Minha única alternativa agora é me livrar de 35 adiposos quilos e voltar a caber, decentemente veja bem, em um drapeado justinho. Aceito até amarelo gema!Odeio amarelo, me julguem!
Sim. Meu único problema em estar/ser gorda são as roupas. Pode parecer a futilidade que for, mas eu sou mulher! Tenho licensa poética para ser fútil em ao menos um aspecto, já que não dou a mínima pra maquiagem e viveria cabeluda se depilação fosse opcional. Sapatos e bolsas também não enchem meus olhos. Nem esmaltes.
O que nos leva a minha malfadada tentativa de perder peso ano passado.
Na verdade eu estava indo bem. Muito bem. Ainda recheava bastante as minhas calças tamanho 46, porém as pernas estavam melhor torneadas, e se você olhasse com bastante atenção, no ângulo e na luz certa, você podia ver a sombra difusa de um tanquinho se formando.
Até que eu torci o pé descendo um degrau e rompi o ligamento do tornozelo.....
E foi assim que de quase gostosa fitness eu passei pra super obesa novamente, em questão de alguns meses.
Eu deveria ter terminado a fisioterapia em Novembro, mas parei com a bendita porque tive que ir trabalhar, afinal eu gosto de dinheiro mais do que eu gosto de academia. Ou do meu pé...
Fato é que agora, mais do que nunca eu preciso ver esse lance do tornozelo logo e voltar a treinar, ou meu destino será as batas e manga "morcego" plus size.
E como uma dieta restritiva estava acabando com o meu humor, resolvi dar uma chance à tal dieta dos pontos.
Me lembro de fazer pouco caso dela, há alguns anos, quando a minha tia entrou para os "Vigilantes do Peso". Achei graça no fato de 3 fatias de cenoura custarem 1 ponto cada, porque na época parecia mesmo surreal uma pessoa contabilizar comida desse jeito. Na verdade ainda é surreal, a diferença agora é que eu não discrimino algo que pode me ajudar a chegar aonde eu quero. E eu estou motivada.
Novamente não quer dizer nada, eu abandono as coisas com a mesma facilidade que as começo, sem cerimônia e sem remorso. Eu sei, é um pé no saco, porém agora não estou sozinha nessa. E a esperança é sempre a última que morre.
Portanto, agora tentarei narrar por aqui, com uma certa frequênciaou não a minha tentativa de emagracer.
O objetivo será caber novamente em uma roupa justa, drapeada, sem que um ou outro pneuzinho incomode. Não quero saber de numeração de roupa, balança nem nenhuma porra dessas, eu só quero que as coisas tenham um caimento legal, e que as pessoas parem de dar lugar pra mim nos ônibus. (Eu nunca sei se é porque eu estou óbviamente obesa ou se só pareço grávida... u.u)
Será que consigo? =/
Novamente, sempre fui indiferente ao meu peso. Não digo que gostava (ou gosto) de ser gorda, só não me importava tanto. Comer era mais importante. Caralhos me fodam, eu ainda gosto de comer! Só que agora está me incomodando demais o fato de eu não conseguir achar uma roupa que fique minimamente aceitável, para os meus padrões, sair na rua sem parecer um balão!
E eu que, depois da fase adolescêntica do "all black" e das saias "Maria Mijona" até os tornozelos, descobri a graça de um vestido drapeado ROSA CHOQUE justíssimo, me ressinto amargamente agora de não ter uma única peça de roupa que não me faça parecer grávida ou portadora de um tumor cancerígeno gigantesco na região abdominal.
"Ahh Ninde, procura nas grifes ~plus size~! Tem coisas tão lindas!"
Procurei. E o que achei, tirando uma ou outra peça, me deixou horrorizada!
Fala sério cara, eu não curto esse visual "morcega" que dizem que tá na moda "plus size". Tem pano demais e pele de menos! Não está em mim me esconder embaixo de uma burca! Não mesmo!! E os biquinis! Meu deus cara, só "bandeirões"!! Me recuso a tapar a minha bunda inteira na praia, cara, mesmo que ela no momento mereça ser escondida debaixo de toda e qualquer cinta modeladora disponível no mercado!
Minha única alternativa agora é me livrar de 35 adiposos quilos e voltar a caber, decentemente veja bem, em um drapeado justinho. Aceito até amarelo gema!
Sim. Meu único problema em estar/ser gorda são as roupas. Pode parecer a futilidade que for, mas eu sou mulher! Tenho licensa poética para ser fútil em ao menos um aspecto, já que não dou a mínima pra maquiagem e viveria cabeluda se depilação fosse opcional. Sapatos e bolsas também não enchem meus olhos. Nem esmaltes.
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| Nem a Mafalda tem contra-argumentos! |
Na verdade eu estava indo bem. Muito bem. Ainda recheava bastante as minhas calças tamanho 46, porém as pernas estavam melhor torneadas, e se você olhasse com bastante atenção, no ângulo e na luz certa, você podia ver a sombra difusa de um tanquinho se formando.
Até que eu torci o pé descendo um degrau e rompi o ligamento do tornozelo.....
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| Foi algo mais ou menos assim. |
Eu deveria ter terminado a fisioterapia em Novembro, mas parei com a bendita porque tive que ir trabalhar, afinal eu gosto de dinheiro mais do que eu gosto de academia. Ou do meu pé...
Fato é que agora, mais do que nunca eu preciso ver esse lance do tornozelo logo e voltar a treinar, ou meu destino será as batas e manga "morcego" plus size.
E como uma dieta restritiva estava acabando com o meu humor, resolvi dar uma chance à tal dieta dos pontos.
Me lembro de fazer pouco caso dela, há alguns anos, quando a minha tia entrou para os "Vigilantes do Peso". Achei graça no fato de 3 fatias de cenoura custarem 1 ponto cada, porque na época parecia mesmo surreal uma pessoa contabilizar comida desse jeito. Na verdade ainda é surreal, a diferença agora é que eu não discrimino algo que pode me ajudar a chegar aonde eu quero. E eu estou motivada.
Novamente não quer dizer nada, eu abandono as coisas com a mesma facilidade que as começo, sem cerimônia e sem remorso. Eu sei, é um pé no saco, porém agora não estou sozinha nessa. E a esperança é sempre a última que morre.
Portanto, agora tentarei narrar por aqui, com uma certa frequência
O objetivo será caber novamente em uma roupa justa, drapeada, sem que um ou outro pneuzinho incomode. Não quero saber de numeração de roupa, balança nem nenhuma porra dessas, eu só quero que as coisas tenham um caimento legal, e que as pessoas parem de dar lugar pra mim nos ônibus. (Eu nunca sei se é porque eu estou óbviamente obesa ou se só pareço grávida... u.u)
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| Que nem a "SimONE" aí. |









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